nada dura para sempre, nem os frutos nem as sementes, nada dura eternamente, somos como estrelas cadentes, por isso diz o que sentes e vive sem medo.
ama os teus parentes, nunca percas tempo. aproveita toda a inocência da infância, vive a irreverencia da adolescência, usufrui da maturidade da idade adulta, partilha a sapiência que da velhice resulta, luta pela tua felicidade, cria agora a tua realidade.
neste organismo em constante mutação, mecanismos pelo tanque transformação onde a única certeza na incerteza da vida é que tudo o que inicia também finda.
nunca mais é para sempre, tudo que começa acaba. com o sol poente aqui nada é permanente. o tempo corre, o relógio bate, chove na minha face, sinto o fim aproximar-se. o vento sopra, sussurra nos meus ouvidos, 'aqui agora estás viva'.
desperta os sentidos, tudo é passageiro, o material é uma ilusão.
tentei agarrar coisas que me escaparam das mãos
vivo o dia como se fosse o último, sinto a chuva como se fosse a última, beijo o rapaz como se fosse o único, enquanto canto corrosão do desencanto. apatia que me consome por dentro, melancolia do novo dia que nasce, relembro-me do amor impossível, um flash em frente aos meus olhos, o sonho desfaz-se e desvane-se com o sol expoente.
tentei agarrar coisas que me escaparam das mãos
vivo o dia como se fosse o último, sinto a chuva como se fosse a última, beijo o rapaz como se fosse o único, enquanto canto corrosão do desencanto. apatia que me consome por dentro, melancolia do novo dia que nasce, relembro-me do amor impossível, um flash em frente aos meus olhos, o sonho desfaz-se e desvane-se com o sol expoente.
restam 4 palavras: nunca nada é para sempre. nada dura para sempre, todo o corpo decai, só o amor se perpetua através de quem não retrai. fui filha, serei mãe e um dia talvez tenha netos, mas essa família unida nem sempre estará por perto. daqui não levamos nada, deixamos tudo, casmurrice da velhice, traquinices de miúdos. impagável cada segundo de existência neste mundo, que estes versos sejam o expoente do termo profundo.
aproveita o dia aproveita a vida e respira, aproveita a boa comida, muito quem a desperdiça. procura igualdade e no vale semeia justiça, o mal de quem cobiça e o ritual de quem muito premissa. não queiras ser cigarra nesta colónia de formigas e no inverno chorar pelos cantos. tristezas não pagam dividas, falo com Deus pessoalmente sem intermediário, ansiosa pelo próximo equinócio planetário.
admirável mundo novo, não acredito que as trevas não me levam, porque amo quem me tem.
coros de suicida dão-me um sorriso ao ouvido. mundo depressivo, vivo como um anjo caído. a certeza inquestionável de sentir poder na arte, respirar no universo à parte, tudo pela arte, a visão e escrita, a vida é um combate.
coros de suicida dão-me um sorriso ao ouvido. mundo depressivo, vivo como um anjo caído. a certeza inquestionável de sentir poder na arte, respirar no universo à parte, tudo pela arte, a visão e escrita, a vida é um combate.
brinco ás escondidas com o impressionante. não quero ver a minha mãe a partir, não quero sentir a dor incomparável quando a hora surgir, sentimento não é monocromático, o vermelho é intenso entre o preto e o branco. retrato o terror da paisagem num poema, o meu amor nasceu num concerto de Dealema. a tempestade é intensa mas a chama ainda acende.
para sempre é muito tempo eu quero amar-te no presente.
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