sexta-feira, 15 de março de 2013


Ando perdida e sinto-me sozinha. É como estar no meio de uma multidão e não ver ninguém, gritar e ninguém ouvir, chorar e toda a gente ver um sorriso ao invés. 
Sentires que algo vai correr mal e não poderes fazer nada é das piores sensações que se pode sentir, mas sabes? Sinto coisas pior que isso. 
Mudei tanto, em 2 ou 3 anos mudei radicalmente e não para o positivo. 
Pergunto-me se a criança que era, caso me visse agora, se iria orgulhar daquilo em que me tornei. A resposta é sempre um não, uma cabeça cabisbaixa e triste. Penso todos os dias nos meus pais e naquilo que os faço passar apenas á minha custa, apenas por minha culpa. A egoísta que sou, a falsa interior em que me transformei e a adolescente irresponsável que ando. 
Ando farta de tudo, as pessoas, a rua, a casa, e tudo o que me rodeia no dia-a-dia. Só queria desaparecer uns tempos, parar tudo, respirar fundo e estar umas horas sem chorar, era tudo o que pedia, uma pequena pausa fora daqui.


Não quero saber de mim e do que ando a fazer. Estou consciente do que faço e mesmo assim não consigo mudar. Parece que atraio tudo o que é mau. Sinto-me vazia, perdida, insegura e sozinha. E sinceramente não estou a aguentar, não mesmo. É difícil quando vejo todo o meu mundo a cair-me aos pés e eu sem força para o puxar para cima. Ver os meus pais mal por mim, quando tudo o que lhes devo dar é sorrisos orgulhosos. 
Sei que no fundo não sou assim tão má pessoa, eu sei disso! Sei que faço melhor e consigo ser até um exemplo, já me fartei de ser desiludida e desiludir por igual, erro e aprendo com os meus erros. É á custa deles que vou crescer, aprender e melhorar-me como pessoa. Daqui para a frente vou levantar a cabeça e fazer o meu máximo, aos poucos. E o mais difícil, tentar não desistir.



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